Time principal do Flamengo: quem ganha ou perde espaço após os 6 primeiros jogos do Cariocão.

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Passada a primeira metade do Campeonato Carioca, o Mais Querido termina a rodada na liderança. Em todos os jogos, incluindo os clássicos contra Fluminense e Botafogo, o time utilizado foi alternativo, mesclando de atletas da base com jovens do profissional e alguns jogadores mais rodados. Agora, a partir da próxima quarta, contra o Bangu, Rogério Ceni e o time principal do Flamengo voltam à ação.

Com o retorno dos multicampeões, a tendência é que muitas promessas retornem às categorias de base e os que vinham sendo escalados como titulares passem a ser opção no banco. Enquanto alguns se destacaram mais e aproveitaram a chance, outros mostraram que ainda precisam evoluir. Houve também os que demonstraram não ter muito a oferecer.

Agora, o Redação Rubro-Negra faz uma análise geral desse período de seis jogos e mostra o que cada um desses jogadores podem entregar ao time principal do Flamengo. Não serão considerados todos os atletas, uma vez que alguns tiveram poucos minutos em campo ou não chamaram atenção nem positiva nem negativamente.

Quem surpreendeu e pode ganhar espaço no time principal do Flamengo

Matheusinho – A jovem promessa mostrou evolução em relação ao ano passado, especialmente na parte defensiva, com melhor posicionamento e mais precisão no combate. Na frente, entrega volume de jogo, participa da construção de jogadas e é sempre muito lúcido e eficiente nos cruzamentos. Sem o retorno de Rafinha, tem tudo para brilhar na temporada, já que o titular Maurício Isla irá desfalcar o time principal do Flamengo em muitos jogos da temporada por conta da Seleção Chinela.

Bruno Viana – O zagueiro chegou do Braga na reta final do Brasileirão e não pode ser utilizado. Até aqui, apesar do baixo nível enfrentado, demonstrou muita qualidade. Uma das posições mais carentes do elenco – por conta da ineficiência de Léo Pereira e Gustavo Henrique – parece ter ganhado uma peça útil que, ao que tudo indica, será titular ao lado de Rodrigo Caio, fazendo Arão voltar ao meio-campo.

Com bom posicionamento e muita velocidade, pode ajudar a acertar a linha alta que a equipe de Rogério usa na maioria das partidas. Outro ponto que chamou atenção foram os passes. Por baixo ou por cima, o zagueiro mostrou capacidade de quebrar as linhas e achar companheiros em boa situação de progressão.

João Gomes – Embora já tenha feito parte do time principal do Flamengo na reta final do Brasileirão e conte com a admiração do treinador, João aproveitou muito bem os minutos como titular. Jogando como 2° ou 3° homem de meio-campo, dominou completamente o setor na maioria dos jogos.

Combativo, com muito vigor físico e disposição, tem tudo pra ser um dos mais queridos da torcida quando o Maraca voltar a receber público. Apesar de não ter feito gols, arriscou bons chutes de média e longa distância, algo que falta ao time titular. Ainda que precise aprimorar os passes, certamente vai ter muito espaço durante 2021.

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João Gomes: o meio-campista foi muito bem nesse período inicial de ano. Foto: Alexandre Vidal/CRF

Hugo Moura – Mesmo jovem, já é relativamente rodado e um dos mais experientes em campo. O período emprestado ao Coritiba claramente trouxe evolução e Hugo mostrou que pode ser uma peça útil ao time principal do Flamengo na ausência de alguns titulares.

Assim como João, foi um dos que melhor aproveitou a experiência. Outro que também não tem medo de arriscar chutes de média e longa distância. Fez um gol na vitória em cima do Botafogo (seu primeiro pelo Flamengo) e quase arrancou o travessão em uma bomba no empate contra o Boavista.

Rodrigo Muniz – Participou de alguns jogos na campanha do Octa mas sem nenhum brilho. Ainda assim, conta com a simpatia do técnico Rogério Ceni. E, bem, agora podemos dizer que ele justificou a moral que tem com o treinador. Marcou 5 gols em 6 jogos, mostrando ótima capacidade de finalização, com os pés ou com a cabeça.

Também conseguiu fazer o papel de pivô, ajudando na transição ofensiva. O jovem atacante deixou claro que não tem medo de encarar os zagueiros e tomar algumas pancadas naquele bom e velho bate e apanha com os marcadores adversários. Sai por cima desse período e deve ganhar espaço no badalado ataque rubro-negro.

Quem decepcionou e perde espaço na volta dos titulares

Michael – Após o alto investimento (7 milhões de euros) feito pelo Flamengo em 2020 e pouco retorno dado em campo, Michael abriu mão das férias para ter minutos em campo e mostrar que pode ser útil. Não foi muito bem o que aconteceu.

Apesar do baixo nível dos adversários, o atacante segue apresentando as mesmas deficiências do ano anterior: dificuldade no 1×1 em campo reduzido, dificuldade nas finalizações e passes e tomada de decisão precária. No fim, ele é mesmo um peladeiro que pode ser útil em times menores que vão usar e abusar do contra-ataque.

Ramon – O badalado lateral-esquerdo, visto como um dos jovens de maior potencial do clube, não apresentou a qualidade esperada. Jogou pouco depois do retorno de Renê, mas enquanto esteve em campo passou a maior parte do tempo despercebido.

Também chamou atenção o baixo aproveitamento nos cruzamentos, ainda mais se for comparado com Matheusinho. A expectativa era de que pudesse virar o reserva imediato de Filipe Luis no time principal do Flamengo, mas ficou aquém disso.

Veja também: O crescimento da base do Flamengo

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Thiaguinho em ação no Fla x Flu. Jovem não aproveitou as oportunidades. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Thiaguinho – O jovem atacante foi comprado junto ao Náutico, onde ficou emprestado a maior parte do ano passado. Ao retornar, fez bons jogos pelo sub-20 e se destacou novamente. Utilizado no Carioca, ofereceu muita correria, disposição, suor… e só. Provavelmente não deve ter espaço no elenco e ser emprestado novamente. A dúvida, no final das contas, é por que foi contratado.

Lázaro – Vou colocar o meia nessa parte da lista mas com um grande ressalva. Lázaro tem apenas 19 anos recém completados. Por ser considerado a principal promessa da base, esperava-se um pouco mais dele nos minutos que teve em campo.

O que se viu foi um atleta que arriscou pouco e errou bastante. Claro, podemos levar em consideração, além da idade, a falta de entrosamento e conjunto apresentado pelo time, especialmente nos momentos em que ele entrava, com a equipe bastante mexida já.

Quem ficou em cima do muro

Aqui vamos apenas citar atletas que poderiam ter aproveitado melhor as chances, mas também não chegaram a decepcionar.

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Vitinho: apesar das oportunidades, continua não elevando o nível. Foto: Marcelo Cortes / Flamengo

Hugo Souza – O potencial do atual reserva de Diego Alves já é conhecido. Foi pouco exigido embaixo das traves e mostrou, mais uma vez, muita dificuldade com a bola nos pés

Léo Pereira – Natural que não cometesse erros num time pouco exposto e atacado. Foi o que aconteceu, mas também não foi nada além de protocolar. Deve ficar como última opção da zaga no time principal do Flamengo.

Renê – Experiente, foi escolhido como capitão. Velho conhecido da torcida, e geralmente perseguido, apresentou um começo de temporada em baixo nível técnico. Pode ligar o alerta do Departamento de Futebol, considerando a idade avançada do titular Filipe Luis.

Pepê – Também conta com o apoio do técnico Rogério Ceni. Jogando mais recuado demonstrou que pode ajudar e ser útil. Ao ser escalado como meia criativo foi apenas mais um, reforçando a necessidade de um reserva de melhor nível para Everton e Arraxca.

Vitinho – Pra quem é tão questionado pela torcida poderia mostrar mais vontade. Mas, apesar dos 2 gols em 3 jogos, na maior parte do tempo foi mais do mesmo: aquele jogador técnico, mas desconcentrado, blasé e com pouca vibração.

A partir da próxima quarta, dia 31, o time principal do Flamengo volta a campo. A partir desse jogo e durante o resto da temporada poderemos observar quais desses jogadores corresponderão às expectativas criadas após esses seis jogos iniciais.

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