Seleções do Flamengo – a década de 1950

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O Flamengo teve grandes times ao longo de sua trajetória. Alguns são mais lembrados pelo mérito dos títulos. Outros acabaram marcando gerações diferentes de torcedores e, mesmo que tenham marcado época, com jogadores importantíssimos para a história do clube, acabam não sendo lembrados pela grande mídia e pelos torcedores mais novos. Sendo assim, começa agora uma série em que o Redação Rubro-Negra elencará a seleção flamenguista de cada década, destacando seus melhores jogadores!

Começaremos pela década de 1950, quando ganhamos o nosso segundo tricampeonato carioca, além de outros títulos. Alguns dos maiores ídolos da história do Flamengo participaram dessas grandes conquistas. Dida foi o maior ídolo do Flamengo pós-Zizinho e pré-Zico. Jogadores como Henrique Frade, Índio, Esquerdinha, Joel, Evaristo de Macedo e o próprio Dida estão no top 20 maiores artilheiros da história do clube. Jordan, volante, é conhecido por ser o jogador que melhor conseguia marcar o grandioso Garrincha, do Botafogo, anulando-o em diversas ocasiões. O histórico Zagallo vestiu o Manto Sagrado por 9 anos, de 1950 a 1958. Carlinhos Violino era um grande destaque do meio-campo flamenguista – e viria a ter ainda mais fama como treinador do Mengão. É hora de relembrar e montar a seleção dos anos 1950!

Início conturbado

A década de 1950 não começou boa para o Flamengo dentro de campo: o maior ídolo do clube até então e grande astro do futebol brasileiro, Zizinho, tinha sido vendido para o Bangu. Apesar de haver divergência nos jornais da época, a contratação foi considerada ruim. Até porque o Flamengo passava por um jejum de títulos e estava perdendo um jogador de grande capacidade técnica. Os torcedores, então, pediram o retorno de Flávio Costa, técnico do primeiro tri de 1942-43-44. Já sob o comando do técnico, em 1951, houve uma acalmada nos ânimos em uma viagem que ficou marcada para o Rubro-Negro: a primeira excursão pela Europa da história do clube, onde conseguimos 10 vitórias em 10 jogos pela Suécia, Dinamarca, França e Portugal. A torcida recebeu o time com um verdadeiro carnaval no Galeão.

Leia também: Dias de luta, dias de glória: laterais-esquerdos da história do Flamengo

Ainda assim, o jejum do Carioca não se encerrava. O Fluminense foi campeão em 1951 e o Mengão amargurou o vice para o Vasco, em 1952 – apesar de termos encerrado um jejum de sete anos para o maior rival nessa ocasião. Entretanto, no ano de 1953, o Flamengo fez a contratação do técnico Fleitas Solich, técnico da seleção paraguaia campeã da Copa América naquele ano. O treinador estrangeiro faria mudanças que tirariam o Rubro-Negro da fila, após o tri-campeonato de 1942-43-44, e consagraria o elenco como um dos maiores da história do clube – sob a tutela de Gilberto Cardoso, um dos maiores presidentes de nossa história.

1953 e 1954: após jejum, o “Rolo Compressor” ataca

Em 1953, o Flamengo começou avassalador, mas conseguiu faturar mesmo foi o título do returno. Nesse momento, no terceiro turno, o Rubro-Negro conseguiu cinco vitórias seguidas, contra Fluminense (2 a 1), América (2 a 0), Bangu (2 a 0), uma goleada no Vasco que garantiu o campeonato (4 a 1) e o jogo da festa, contra o Botafogo, onde o Flamengo já era campeão (que acabou 1 a 0). O rubro-negro Benítez foi o artilheiro da competição, com 22 gols. O Flamengo entrou a campo para a partida contra o Vasco com: Garcia, Marinho e Pavão; Servílio, Dequinha e Jordan; Joel, Rubens, Índio, Benitez e Esquerdinha.

Flamengo campeão carioca em 1954

Na campanha de 1954, o Flamengo começou muito bem, com 9 vitórias nas primeiras 11 rodadas – incluindo contra Vasco e Fluminense. O ídolo Evaristo de Macedo estava começando a se afirmar e os jogadores Rubens e Benítez se consagravam cada vez mais no Rubro-Negro. O time recebeu o apelido de “Rolo Compressor”. Entretanto, no segundo turno, vieram críticas a uma queda de desempenho no Rubro-Negro, após derrotas importantes. De qualquer forma, no terceiro turno, durante o jogo contra o América, o técnico Fleitas Solich alterou o posicionamento dos jogadores, o que deu um gás imenso para o resto da competição. O bicampeonato foi faturado com virada em cima do Vasco. A escalação era: Garcia, Tomires e Pavão; Servílio, Dequinha e Jordan; Paulinho, Rubens, Índio, Benitez e Evaristo. O artilheiro rubro-negro foi Índio, com 18 gols.

A confiança estava cada vez maior na busca pelo tricampeonato consecutivo. A campanha de 1955 ficou marcada por uma fatalidade: a morte do presidente Gilberto Cardoso, durante um emocionante jogo de basquete que o Flamengo perdia por um ponto, mas conseguiu a virada no último arremesso. A emoção foi tamanha que acabou causando um infarto a esse histórico dirigente rubro-negro. Os jogadores do time de futebol prometeram lutar pelo tricampeonato em frente ao túmulo de Cardoso.

1955: o ano de um grande ídolo

O campeonato de 1955 marcou a ascensão definitiva de Dida ao time titular, por causa de uma contusão de Índio. Após sua apagada estreia, marcou 10 gols em 7 jogos e caiu nas graças da torcida. E um dos grandes destaques da campanha de 1955 foi a goleada por 6 a 1 em cima do Fluminense. Nessa ocasião, Paulinho (3), Joel e Dida (2) marcaram para o Flamengo no jogo histórico.

Dida, um dos nossos maiores ídolos

No terceiro turno, disputado apenas entre as melhores equipes, o Flamengo teve vida difícil, com 2 vitórias e 3 derrotas em cinco jogos. Isso faria com que o Rubro-Negro decidisse o campeonato em uma melhor de 4 pontos contra o segundo colocado e empatado com o líder, o América. Após vitória por 1 a 0 do Flamengo com gol do Evaristo de Macedo, acabamos sofrendo um grande revés no segundo jogo: 5 a 1 para o América. Na partida decisiva, a vingança seguida de consagração: 4 a 1 para o Rubro-Negro, com QUATRO gols de Dida e um de Romeiro. O artilheiro flamenguista nessa edição foi Paulinho, com 23 gols. Na decisão, o time foi a campo com: Chamorro, Tomires e Pavão; Servílio, Dequinha e Jordan; Joel, Duca, Evaristo, Dida e Zagallo,

Um dos grandes Flamengos da história

O Flamengo, na década de 1950, ganhou diversos torneios de caráter amistoso, nacionais e internacionais. Entretanto, o Campeonato Carioca era o mais valorizado da época, e é possível identificar o mesmo “esqueleto” para a conquista do tricampeonato carioca, todo conquistado pelo técnico Fleitas Solich – que, anos mais tarde, ficaria conhecido por ter lançado Zico ao time principal.


Garcia é um grande goleiro da história paraguaia que participou de toda a campanha do tri. Tomires e Pavão foi a dupla de zaga predominante, principalmente em 1954 e 1955. Servílio, Dequinha e Jordan foi o meio-campo praticamente inalterável durante a campanha do tri. O ataque foi o que mais sofreu mudanças, mas isso se deve graças às várias peças que tivemos nessa década. Como já dito, Dida foi o nosso maior ídolo até a chegada de Zico (que também tinha o jogador alagoano como grande referência) e é, até hoje, o segundo maior artilheiro da história do Flamengo, com 264 gols. Henrique Frade, também dessa década, ocupa a terceira posição, com 216 gols. Após o Flamengo, Evaristo de Macedo viria a jogar nos grandes rivais Barcelona e Real Madrid, sendo até hoje um dos únicos a conseguir esse feito. Rubens e Índio também foram atacantes que marcaram época. Infelizmente, há alguns dias, em 19 de abril de 2020, Índio faleceu com 89 anos. Ele marcou época na década de 1950 e foi um dos maiores ídolos de nossa história.

Pois bem! A escalação da seleção de 1950 do Redação Rubro-Negra acaba assim:

Garcia, Tomires, Pavão; Servílio, Dequinha, Jordan; Henrique Frade, Índio, Dida, Evaristo de Macedo, Zagallo; – Técnico: Fleitas Solich.

E como essa década foi vitoriosa e com grandes jogadores, ainda sobra espaço para a montagem de um time reserva! Seria injusto para diversos jogadores não serem mencionados, pela contribuição ao Rubro-Negro.

Ari, Marinho, Tião;  Jadir, Moacir, Carlinhos Violino; Benítez, Rubens, Joel, Esquerdinha, Paulinho;

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