Redação Rubro-Negra entrevista o ex-jogador Marquinhos

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Marcos Corrêa dos Santos, mais conhecido como Marquinhos, nasceu no Rio de Janeiro em 02 de outubro de 1971. Ele era um jogador de meio campo e jogou 337 vezes com a camisa do Flamengo marcando muitos gols , fazendo parte da geração de ouro campeã da Copa São Paulo em 1990.Logo em seguida foi campeão da Copa do Brasil 1990,Carioca 1991 e Brasileiro em 1992, entre outros títulos. Atualmente joga pelo Flamaster. Resolvemos bater um papo com esse grande ex-jogador.

Redação Rubro negra: Marquinhos, como você chegou ao Flamengo e com quantos anos?

– Eu Jogava pelada perto de onde eu morava, lá em São João de Meriti, e durante essas peladas um olheiro do Flamengo me viu e me levou para fazer um teste num núcleo do clube, em Cabuçu. Passei no teste e me levaram para Gávea, onde eu cheguei com 12 anos de idade, isso em 1984. Acabei entrando no Mirim e passei por todas as categorias até os profissionais.

Redação Rubro Negra: Qual foi o treinador que te lançou nos profissionais?

– Quem me lançou aos profissionais foi o Telê Santana, ele era um treinador que gostava muito de olhar a base e sempre fazia muitos treinamentos com os Juniores e toda sexta-feira tinha um coletivo para aprontar o time para os jogos aos domingos.E numa sexta, ele mandou chamar os juniores e eles estavam viajando, também mandou chamar o juvenil que era a categoria que eu estava. Graças a Deus pude treinar bem e o professor Telê já pediu para no dia seguinte eu levar meu material que já iria concentrar com os profissionais.

Redação Rubro Negra: Apesar de você não ter jogado a final da Copa São Paulo de 1990, como foi fazer parte do time que é apontado até hoje como o maior da história do torneio?

– A final eu não joguei pois tinha sido convocado para seleção brasileira de juniores junto com o Marcelinho Carioca e o Paulo Nunes. O Flamengo, relutou em liberar e nós queríamos jogar a final também, porém a CBF exigiu a liberação e tivemos que ficar de fora do jogo. Mas, eu sempre vejo os jogos dessa competição e são lembranças muitos boas por fazer parte dessa geração, ganhamos tudo na base, Copa São Paulo, Taça BH, Campeonato Carioca tudo que nós disputamos ganhamos, e foi muito importante porque logo depois da Copa São Paulo muitos de nós subimos definitivamente aos profissionais.

Marquinhos fez parte da década de 90 do Flamengo Foto: Arquivo Pessoal
Marquinhos fez parte da década de 90 do Flamengo Foto: Arquivo Pessoal

Redação Rubro Negra: Logo depois você fez parte de um plantel vitorioso, jogando com muita regularidade e foi campeão da Copa do Brasil, Carioca e logo em seguida o Campeonato Brasileiro, foram seus melhores anos no Flamengo?

– Foram anos maravilhosos para minha carreira, ganhamos todos esses títulos, e em 1993 fui convocado para a seleção brasileira. Também fiz uma grande final contra o São Paulo na Supercopa da Libertadores, infelizmente não ganhamos, porém foi um ano muito bom para mim, individualmente falando.

Redação Rubro Negra: Então em virtude das suas excelentes atuações pelo Flamengo, você foi convocado por Carlos Alberto Parreira para disputar a Copa América de 1993, como foi essa sensação?

– Foi uma sensação maravilhosa, um sonho sendo realizado. Todo jogador de futebol sonha em chegar na seleção principal, e eu passei por todas as seleções de base, graças a Deus pude vestir a amarelinha na principal também.

Leia Também: Seleção do Flamengo: A década de 90

Redação Rubro Negra: Você falou da Supercopa de 1993 contra o São Paulo em que você fez grandes jogos na decisão, foram os melhores jogos da sua carreira?

– Sim, foram dois jogos muito bons, tanto aqui no Maracanã, quando eu fiz os dois gols, como no Morumbi, que eu empatei a partida e foi para os pênaltis.

Foram 337 jogos com a camisa do Flamengo Foto: Arquivo Pessoal
Marquinhos fez 337 jogos com a camisa do Flamengo Foto: Arquivo Pessoal

Redação Rubro Negra: E o Gol mais bonito?

– Foi o primeiro gol que eu fiz na decisão da Supercopa aqui no Maracanã. Peguei um belo chute de canhota, o Zetti até tentou, mas eu tive a felicidade de fazer um belo gol.

Redação Rubro Negra: Marquinhos, você foi campeão no Showball e ainda atua no Flamaster como são essas experiências?

– O Showball é aquela galera da minha geração de 90, e poder estar junto dessa rapaziada, que estiveram a vida inteira juntos, praticamente desde as divisões de base, é sempre uma alegria muito grande. E no Master, é gratificante poder estar junto de caras como Adílio, Uri Geller, Cláudio Adão, jogadores que desde moleque eu via na televisão e que sempre fui fã. Estamos sempre juntos, viajando o Brasil,  e esperamos passar essa pandemia para voltarmos a fazer isso.

Redação Rubro Negra: O que o Flamengo representa na sua vida de atleta e carreira?

– Sem dúvidas, o Flamengo representa muita coisa na minha vida e eu só tenho que agradecer por tudo.

Leia Mais: Atacante do Sub-17 do Flamengo conta um pouco de sua trajetória

Está Gostando do Conteúdo ? Compartilhe

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Leitura Recomendada

Bem vindo a História do Redação