Opinião: qual é o tamanho da nossa magnitude?

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Opinião compartilhada, é opinião compreendida. Como resultado, foi com esse pensamento que terminei a noite de ontem. Durante o jogo contra o Vasco reescrevi diversas vezes o pós-jogo da Redação Rubro Negra. Na verdade, parei de contar quantas vezes eu escrevi o primeiro parágrafo da matéria. Ou seja, comecei a noite preparada para elaborar um texto, terminei com outro, finalizado e totalmente diferente do que havia pensado.

Com isso, não vou negar que ontem foi a primeira vez após alguns meses que senti medo. Apesar de estarmos a 23 partidas sem perder, temi a derrota e o fracasso. E então, da maneira mais sutil possível, decidi expor tudo o que eu pensei desde o apito final até agora.

Medo: fator inerente, porém reversível 

Por que ainda sentimos medo do fracasso? Fiz essa pergunta pois foi o que vivenciei ao assistir o Clássico. Passou um filme na minha cabeça de tudo o que já enfrentamos até aqui. Cenários que abrangem desde à injustas falhas de juízes treinados para prejudicar, a abordagens técnicas e escassas do futebol nacional apresentadas pela velha guarda.

Portanto, devemos sentir medo? A resposta é simples e sucinta, não. É certo dizer que o flamenguista, em si, é um torcedor inseguro. E notei esse fator após o término da partida de ontem, no Maracanã.

Por meio de análises pessoais, pude observar o quanto devemos buscar confiar mais. A confiança não se apresenta somente pelo time, pela comissão técnica e pela diretoria. A segurança é construída de forma cautelosa e gradual, e nós, torcedores, somos os grandes responsáveis por mantê-la viva.

É claro que o fator insegurança está enraizado no cotidiano de todo brasileiro ou brasileira fanáticos por futebol. Porém, para ser sincera, já passamos dessa fase. Já ultrapassamos o cenário de desconfiança com os jogadores e com a comissão técnica. E para efetivarmos esse inédito pensamento, é imprescindível que tenhamos consciência da magnitude em que o Flamengo se encontra.

Sensata opinião de Bruno Henrique

Bruno Henrique mesmo, fez uma declaração que deixou alguns adversários irritados. “Temos que ter cabeça no lugar porque estamos em outro patamar”, afirmou nosso camisa 27, em entrevista. Portanto, não é moda, é raça e comprometimento.

O patamar o qual Bruno Henrique mencionou, faz parte de todo o processo que o Mais Querido encarou para chegar ao lugar que estamos hoje. Isso porque, mesmo com o modo que atuamos na noite de ontem, não nos encaixamos em brigas e discussões em campo. Sim, mesmo o adversário sendo o Vasco.

Na sua Opinião: O nível mudou?

Reconhecer isso é essencial para apoiarmos o Mais Querido de todas as maneiras possíveis e existentes. Entretanto, existe um outro fator que também nos auxilia a identificar tamanha grandeza. Por exemplo, tivemos uma grande equipe em 81, uma escalação e técnica de tirar o fôlego de qualquer flamenguista. Além disso, também fomos presenteados com um time formado por Ronaldo Angelim – o Magro de Aço, Adriano Imperador, Juan, Petkovic, etc, que em 2009, nos deu o título de hexa no Campeonato Brasileiro.

Já neste ano, nossa história está sendo enriquecida, e devemos focar na equipe, formada por um artilheiro que já marcou 21 gols e se igualou a Zico. Sim, em 2019 estamos quebrando recordes que, acredito eu, não imaginávamos romper. Além disso, conseguimos a tão esperada vaga na final da Libertadores, depois de 38 anos.

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Nosso artilheiro em comemoração após gol do Mister Clássicos – Bruno Henrique. Foto: Alexandre Vidal, Marcelo Cortes e Paula Reis/Flamengo

Portanto, precisamos assumir riscos e dizer que sim, o Flamengo está em outro patamar. Estamos em um nível, que na minha opinião, excede qualquer Clássico provocativo que jogamos nos últimos dias.

E o que dizer sobre as agressões, as palavras ultrajantes e as ofensas públicas por parte dos nossos adversários? Nada. Essa é a melhor forma de mantermos nosso objetivo e ter a consciência de que estamos à frente desses fatores. Mas, é claro, não podemos esquecer da humildade, pois foi ela que nos fez chegar até aqui.

Aprendizagem com Jorge Jesus

Além disso, temos um grande exemplo de formalidade e concentração para os impasses ocasionados pelos nossos opositores. O Mister é um ótimo parâmetro para isso. Futebol é um espetáculo, um esporte imprevisível que exige de nós compreensão. Após a partida de ontem, Jorge Jesus exemplificou esses elementos por meio de sábias palavras.

“Quem veio ao Maracanã ver o jogo, independentemente do time, saiu daqui com um espetáculo, um excelente jogo. Para o Flamengo foi um resultado amargo. Mas somamos mais um ponto, poderiam ser mais dois, mas estamos a cinco rodadas do final”, opinou o técnico em zona mista.

De forma clara é concisa, o Mister deu mérito a posição em que estamos agora. Assumir os erros técnicos, mostrar respeito ao adversário e esperar o próximo confronto, nos leva a manter o que tanto lutamos a fim de conquistar um lugar no topo.

A legítima honraria do futebol

O futebol, como disse Jorge Jesus, é um espetáculo, mas também um jogo. Em um duelo existe o melhor, o mais qualificado e o mais preparado para atingir a vitória. Aquele que está disputando dois grandes campeonatos e está no auge de ambos. E uma outra equipe que constantemente lida com dificuldades, não tem um preparo emocional e busca sempre ver o pior do time adversário. Ou seja, é capaz de usar uma tragédia para se vangloriar por tão pouco. Identificou quem somos entre os dois?

Pois então, essa é nossa atual magnitude. E, na minha opinião, basta honrar com o time que temos em mãos.

Em outras palavras, não somos o que éramos, e fim.

Por Fernanda Fernandes

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