Flamengo dá um recado na goleada sobre o Madureira

Flamengo dá recado
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Uma vitória protocolar, com um placar largo, mas não surpreendente. O que causa espanto – e mesmo assim só até certo ponto – é como o resultado foi construído. Apenas no segundo jogo com o time principal, o Flamengo demonstrou um volume de jogo assombroso. Ainda que em determinados momentos o ritmo de jogo pareça faltar, a preparação física está num nível acima do esperado a essa altura.

O adversário, o invicto Madureira, não tem a mínima condição de oferecer resistência ao Flamengo. A verdade é que no Cariocão 2021, em condições normais de temperatura e pressão, ninguém terá. Nem os três grandes, que talvez não sejam mais tão grandes assim. O título pode até não vir, o futebol tem circunstâncias únicas, mas a cada mil disputas com o cenário atual, o Mais Querido vai ganhar 99% delas.

E embora o Flamengo não tenha feito mais que sua obrigação, eu repito: a forma como se deu o resultado chama atenção. O volume de jogo com posse de bola, marcação pressão a quase todo instante, troca de passes e posições de forma incessante, a criação de jogadas das mais variadas formas – por fora, por dentro, pelo chão e pelo alto – e a seriedade com que encarou o jogo foram pontos que gritaram aos olhos.

O primeiro desafio de verdade vem no domingo, contra o Palmeiras, pela Supercopa do Brasil. Um duelo que vale muito mais pela atual rivalidade do que pela taça, embora títulos sejam sempre títulos.

Mas, apesar de apenas 180 minutos em campo, e contra rivais de baixo calibre, o Flamengo deixou um recado claro pra todo futebol brasileiro: o tão temido time voltou a dar sinais de vida. Em que pese o título brasileiro de 2020, o desempenho da temporada passada sempre ficou aquém do potencial esperado (não do elenco, mas esse papo é pra outro texto). As expectativas, em termos de performance, não foram alcançadas.

flamengo vence o madureira
Evérton Ribeiro, Gabigol e Filipe Luis comemoram um dos 5 gols do Flamengo na goleada sobre o Madureira

Vamos dizer que, comparado a Dome, Rogério pegou terra arrasada no Flamengo. Em meio ao caos do calendário, jogos em sequência e na maior parte do trabalho falta de tempo para treinar, o atual treinador fez o que deu. Ainda que tenha errado em muitos jogos, seja na leitura de jogo, seja nas opções da escalação, entregou o que era obrigação: o octacampeonato.

Agora, com uma mini pré-temporada para treinar com calma e aprimorar a parte física do elenco, o trabalho do jovem treinador começa a sair do casulo. O que se apresenta até aqui é um time voando física e tecnicamente, com os principais jogadores oferecendo aquilo que podem: futebol da melhor qualidade.

A temporada, mais uma vez, será longa, e o Flamengo ainda tem muito a mostrar. Mas o começo é mais do que animador. A amostragem também é pequena para Palmeiras e Atlético-MG, considerando que os mineiros ainda estão começando um trabalho com outro treinador, Cuca, e mais alguns reforços. Ainda assim, com os times principais, ambos já perderam pontos para times pequenos e apresentaram um futebol que não condiz com os times e investimentos realizados.

Destacam-se nesse começo Arrascaeta, que parece muito a fim de jogo, Gabigol, incansável na movimentação de ataque, Bruno Henrique, sempre eficiente, Diego, exercendo a liderança e carimbando jogadas pelo meio, Everton Ribeiro, dando mostras de que o futebol está voltando, além de Gerson, que vem sendo o motor do time.

O sucesso da temporada passará muito pelo nível desses jogadores e a consistência que eles serão capazes de mostrar em uma temporada longa e exigente, com a pandemia ainda à porta, convocações pra seleção e rivais com elencos mais encorpados do que ano passado.

Mas, cedo ou não, o Flamengo já deixou um claro recado. Quem quiser bater de frente vai precisar estar muito bem preparado.

Veja também: Flamengo vence Madureira por 5×1

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