O que esperar do Flamengo em 2021?

gabigol, rodrigo caio e diego são paulo
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Se manter no topo é mais difícil que chegar lá!

O Flamengo chegou ao topo. Chegou ao topo da América em 2019, e do Brasil nos últimos 2 anos. Mostrou que trabalho sério aliado a gestão e claro, à um ótimo elenco, é a receita para conquistar títulos e para buscar a tão sonhada hegemonia. E agora o desafio é ser o Flamengo vencedor em 2021.

Foram 7 títulos em 2 anos, sendo: 1 Libertadores, 2 Campeonatos Brasileiros, 1 Supercopa, 1 Recopa e 2 campeonatos cariocas. Um desempenho excelente, mas que como toda história com final feliz, teve muitos percalços. A realidade é que se em 2019 foi o ano da supremacia, 2020 veio e com ele a pandemia, e pode ser definido como um ano de superação.

Se em 2019 ganhamos o Brasileiro com rodadas de antecedência e com recorde de pontos, em 2020 foi no último minuto, por 1 ponto de diferença, ou podemos dizer que por 1 gol de diferença né? Já que 1 golzinho do Internacional nos tiraria o título.

O Flamengo além de conquistar seu oitavo título, arrecada R$ 33 milhões como premiação.
Flamengo conquista seu oitavo título nacional e decreta uma nova hegemonia no País.

Mas o que esperar de 2021?

Bem se em 2020 a distância para os adversários diminuiu, em 2021 a tendência é de que tenhamos uma vida mais difícil. É hora de se reinventar e mostrar que queremos marcar uma era. Seguem alguns motivos que mostram essa expectativa:

1 – Adversários se reforçando

Dos times que brigaram pelo título, o Flamengo em 2021 terá alguns adversários que vem mais forte que em 2020. Um destaque para Atlético Mineiro, Palmeiras e Internacional. O Atlético continua contratando, trouxe Hulk, Nacho Fernandez e agora fala-se de Edenilson, o time que ano passado derrapou nos momentos chaves do Brasileiro, esse ano tem um elenco mais reforçado e pode dar trabalho nas competições que disputa.

O Palmeiras pode fechar um ano com 2 títulos em competições que não chegamos: Libertadores e Copa do Brasil, com uma espinha dorsal bem montada e com dinheiro da Crefisa, reforços pontuais podem colocar o time mais forte e dar trabalho.

O Inter, que brigou até o último minuto pelo título Brasileiro com o Flamengo, tem a oportunidade de ficar mais forte com a chegada de Miguel Angel Ramirez, que pode dar à esse time mais alternativas, o que ficou claro que faltava ao time no comando de Abel Braga.

2 – Estádio sem público

Com a continuação da pandemia, o Flamengo provavelmente ainda continuará sem seu 12º jogador: Sua torcida. Isso preocupa, já que diferente dos demais times, o Flamengo está acostumado a ter sua torcida apoiando todos os jogos. O time com as melhores médias de público terá que se motivar e jogar por nós, pois não há prazo para retorno de público aos estádios.

3 – Orçamento a ser cumprido

Vai doer na carne, mas o orçamento para ser cumprido indica que teremos que perder algum titular. E marcos Braz confirmou isso em entrevista (Veja aqui). Para alcançar as metas previstas no orçamento de 2021, o Flamengo previu R$ 168 milhões em vendas de jogadores. Mesmo com as vendas de alguns jogadores como Yuri César, a diretoria se prepara para a perda de algum titular. À depender de quem saia, podemos perder uma peça que não teremos reposição à altura.

Orçamento do Flamengo para 2021 foi agressivo, tanto na previsão de receitas, como na expectativa por grandes resultados.

4 – Dificuldade de Motivação

Em 2020 em determinados momentos a torcida sentiu uma certa falta de motivação do elenco, uma espécie de “já ganhamos tudo”, “Podemos ganhar à qualquer hora”, algo que depois de duras derrotas parece ter ficado para trás, em especial após a derrota para o Fluminense.

A realidade é que times vencedores tem duração, e se não houver um fato novo, um trabalho psicológico e motivacional muito grande, essa duração pode ser encurtada. Portanto agora é hora de trabalhar forte para que a motivação seja redobrada e assim o ciclo vencedor seja estendido.

5 – Variação tática

Rogério Ceni mostrou-se limitado em 2020, principalmente quando precisou buscar o resultado. Foram algumas derrotas duras e em algumas delas, como a última para o são Paulo, uma pobreza de idéias e alternativas preocupantes. Com o time perdendo, precisando da vitória para não depender de ninguém para buscar o título, Rogério não conseguiu colocar o time para frente e teve que contar com a sorte para alcançar o título.

De positivo, o treinador tira um peso das costas com o título, o que pode lhe dar um maior respaldo para alcançar uma performance melhor em 2021.

6 – Jogadores em baixa

Se o ano foi muito bom para alguns jogadores, para outros, 2021 começa como uma incógnita. Michael, Vitinho, Léo Pereira, Gustavo Henrique e talvez, em menor proporção, Hugo, chegam sob desconfiança da torcida e terão que mostrar que merecem estar no Flamengo.

O goleiro ainda tem o seu talento reconhecido, mas algumas falhas trouxeram um olhar de desconfiança sobre sua maturidade para ser titular do Flamengo. Já os demais tem a desconfiança dos torcedores e não se mostraram opções confiáveis para o treinador, Gustavo Henrique ainda apresentou uma melhora nas últimas apresentações, mas está longe de ter a confiança da torcida.

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Léo Pereira é um dos jogadores que precisa se recuperar no Flamengo em 2021

Resumo do que esperar do Flamengo em 2021

Em outras palavras, um ano mais difícil que 2020. Não estamos jogando a toalha, pelo contrário, a ideia é nos prepararmos melhor para os desafios que teremos esse ano. Como já sabemos, se manter no topo é mais difícil que chegar lá. O Flamengo é o time a ser batido, as rendas diminuíram em 2020, o orçamento tem que ser atendido, os adversários tem mecenas para reforçar seus times, e nós teremos que buscar muita motivação e novas alternativas para buscarmos o Tricampeonato Brasileiro e o Tri da Libertadores.

O Flamengo tem em 2021 a oportunidade de fazer história. Tem um elenco com capacidade para isso, mas vai precisar ser melhor que 2020 para isso.

É um ano para marcar uma era. Se alcançamos o topo, é hora de trabalhar duro para nos mantermos lá e praticarmos o distanciamento social, ficando cada vez mais longe do 2º colocado.

Por

Jerônimo Simeão Júnior

Twitter: @JeronimoSJunior

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