“O crer é vencer”, Jorge Jesus

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Crer vem do latim credẽre, e significa considerar como verdadeiro, acreditar em uma recuperação. Alguém sempre crê em alguma coisa. Para a Nação, crer tem feito nós mudarmos de pensamento e até mesmo de comportamento perante a evolução. 

E na quarta-feira (16), no jogo contra o Fortaleza, acreditar no potencial e na virada de um placar fez com que a frase de Jorge Jesus, “o crer é vencer”, fosse comprovada diante das diversas manifestações de força e vontade da equipe. Para ser mais exata, presenciamos um time que admite falhas técnicas e táticas, para então buscar recuperação dentro de campo. 

São 12 jogos sem perder, marca atingida após a chegada do Mister no Mais Querido, fator que denota o constante “confiar” do elenco rubro-negro na temporada. Confiar não somente nas individualidades dos atletas, mas também no trabalho de Jesus, e na influência que o comandante tem sobre o time do Flamengo. 

Um técnico que tem investido cada vez mais nas diferenças e nas limitações dos jogadores. Um bom exemplo se dá quando iniciamos 2019 amando Cuéllar, e admitindo constante desgosto ao futebol jogado de Arão. Hoje, cadê Gustavo Cuéllar? 

Mister aplica de forma gradual uma nova forma de adaptar, treinar e jogar, esses são um dos fatores que não se encaixaram ao colombiano. Porém, para nossa felicidade, são esses elementos que fizeram Willian Arão finalmente se encaixar e pegar o entrosamento do grupo. 

São nesses moldes que o time se ajusta gradualmente. Como consequência, vemos desgastes, lesões e cansaços adquiridos por meio da intensidade de jogos dessa temporada. Mister admitiu que na partida contra o Fortaleza, houve uma falta de qualidade, uma perda tática significativa dentro de campo. 

Mas, o crer é fundamental, para Jesus “os jogadores do Flamengo merecem, porque até o fim acreditaram”, disse.  O técnico considerou uma vitória digna de campeão, que conta acima de tudo em acreditar em uma possível virada, e como já mencionado, acreditar na recuperação.

Reconhecer a dificuldade em campo, manter a união e buscar recuperação, foram passos importantes para a virada. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Apesar disso, para alguns, o VAR tem auxiliado o time em algumas partidas. Para quem concorda com este fator, indico a novamente assistir aos últimos jogos do Mais Querido. Já para aqueles que discordam desse questionamento, é imprescindível enfatizar que temos lutado contra a arbitragem e com as regras do árbitro de vídeo, prejudiciais não só para o Flamengo, mas também para diversos times do país. 

Resta, aos dirigentes nacionais, reconhecer que esse tem sido um novo cenário do futebol nacional, já que o VAR é um recurso recente nos gramados do Brasil e do mundo. 

Para o Mister, é preciso corrigir os protocolos do árbitro assistente de vídeo. Questionado sobre a recente vitória do rubro-negro ser um benefício por parte das análises em campo, Jesus afirmou que “o Flamengo não ganhou com a utilização do VAR. O segundo gol não foi utilização do VAR”. E é óbvio!

Reinier, um jovem de apenas 17 anos, atleta que tem intensidade para aguentar os 90 minutos em campo, fez o que tem aprendido. O número 19, apenas aplicou uma jogada ensaiada, a mesma vista no jogo do Mengão contra o Ceará, por coincidência, no mesmo Castelão. E foi pela 16ª rodada, no dia 25 de agosto, com o gol de Marí de dentro da área, no jogo disputado contra o Vozão, que garantimos a liderança de hoje. 

Vitor Gabriel e Reinier comemoram com a torcida após gol que deu a vitória ao Mengão. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Não é o VAR, e sim uma constante busca por parte de forças externas com o árduo objetivo de explicar o atual momento rubro-negro. O desempenho não deve apenas ao fato de termos a sorte de campeão, mas a nova cultura aplicada por Jorge Jesus assim que chegou ao Flamengo. 

Uma das formas de se explicar a transição de comportamento do time, foi a ruptura no antigo costume de dar “descanso” ao time de uma partida para outra. Aquela velha história de valorizar mais uma competição a outra. Hoje, pelo menos no Ninho do Urubu, esse aspecto não existe mais.

Segundo o Mister, a cultura de descanso de um jogo para o outro não se aplica ao seu método de comando técnico. “Risco de contusão é uma coisa, cansaço é outra coisa”, opinou o técnico. É por meio dessa ideologia, pode-se dizer, européia, que o elenco tem se diferenciado dos demais clubes nacionais. 

Um outro aspecto que se estabelece, é o fato de que Jorge Jesus não está preocupado com o adversário, e sim com o próprio time. E é assim, que o trabalho do Mais Querido em campo, tem ressuscitado o futebol brasileiro que se encontra morto em termos técnicos. É claro, até o Mister chegar. 

O que resta aos tradicionais dirigentes? Primeiro, reconhecer que o tradicional, o mais do mesmo, não se aplica mais ao futebol nacional. Segundo, dar créditos a Jesus de que é possível mudar o futebol jogado por partes dos atletas nativos. E terceiro, por último, e não menos importante, tornar a superação do Mister e a vontade querer ganhar e seguir em frente como um exemplo e como uma transição na qualidade do esporte no país. 

Esses elementos, se praticados, aumentarão os olhares e a busca por uma melhora nos campeonatos estaduais e até mesmo no Brasileirão. É com essa força que uma diretoria proíbe a saída de um jogador importante para a Seleção Brasileira Sub-17, sim o Reinier, o mesmo que disse em entrevista que “Seleção é passado”. 

Quando um jogador iria optar permanecer em territórios nacionais para defender o clube que atua? Isso se chama emoção, vontade, confiança, busca em realizar sonhos, e é claro, crer que o título do Brasileirão chegará às nossas mãos. 

https://twitter.com/nandajorn

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