O caminho para voltar ser o Flamengo malvadão em 2021

Flamengo Mengão Malvadão - Redação Rubro Negra
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Por: Anderson Almeida da Silva

O caminho

Começou a temporada 2021 para o Flamengo e com ela veio aquela necessidade da torcida de voltar a ser aquele Flamengo avassalador de 2019.

 

Quem conhece essa mesma torcida sabe que é muito fácil de deixá-los mal (bem) acostumados. 

 

Isso se deve principalmente a queda de padrão em campo (com fatores extra campo) na temporada 2020.

 

2020 – A temporada do “poderia ter sido bem melhor”

 

O ano de 2020 começou no mesmo patamar de 2019, 3 campeonatos, 3 títulos: Super Copa do Brasil, Recopa Sulamericana e Campeonato Carioca. Nas duas primeiras conquistas, ainda se enxergava de forma nítida um Flamengo padrão 2019.

A pandemia da Covid-19 obrigou a suspensão de todos os campeonatos no planeta, o clube perdeu Jorge Jesus e as diferenças começaram a aparecer em campo: Um elenco visivelmente fora de forma, um banco de reservas teoricamente mais forte que no ano anterior, mas que não correspondeu a altura e os resultados sendo produzidos de forma mais dificultosa.

O título carioca veio levando a tona de que o decorrer da temporada não seria com a mesma facilidade de antes.

As eliminações precoces nas Copas Libertadores e do Brasil com o surto de Covid-19 no clube, má qualidade constante no gramado do Maracanã, ausência da torcida nos jogos e casos de lesões nos jogadores em momentos importantes, a dificuldade em encontrar um técnico que pudesse manter o padrão de jogo vitorioso de 2019 bem como do reencontro da melhor forma física aos jogadores, foram os fatores chaves para um ano que poderia ter sido bem melhor, a própria conquista do octacampeonato brasileiro, com sacrifício até o final, deflagrou tudo isso.

Investimento maior no banco de reservas que não atingiu as expectativas

Em 2019, Jorge Jesus disse algumas vezes que sentia falta de um banco de reservas mais forte para que pudesse ser mantido o mesmo nível do bom futebol jogado em campo pelos titulares, o que facilitaria também um revezamento entre jogadores e gerar menos desgaste físico. A diretoria manteve praticamente todo o time titular em 2020 e procurando ouvir a opinião do Mister, tratou de reforçar o banco.

Apesar de gratas aquisições como Pedro e Thiago Maia, a maioria dos jogadores contratados não corresponderam em campo. Casos de Pedro Rocha (que já tinha uma lesão não curada), Michael, Léo Pereira (a recomposição da zaga foi outra pedra no sapato do clube na temporada), sem contar os que permaneceram como opções e pouco evoluíram, casos de Vitinho e João Lucas por exemplo. Felizmente, o clube foi agraciado pelo surgimento de excelentes nomes da base que integrados ao elenco, ajudaram em momentos cruciais como o goleiro Hugo e o zagueiro Natan. O saldo final foi de um banco de reservas que não atingiu as expectativas.

 

  • Banco de reservas forte para dar conta do recado

O Flamengo precisa lembrar que, na sua nova realidade de um clube vencedor e organizado, disputará sempre várias competições na mesma temporada, logo, não só o elenco como também o banco de reservas precisa ser forte a altura dos seus desafios no ano.

O caminho -Gustavo Henrique e Pedro Rocha - Redação Rubro Negra

Considerando o elenco que encerrou a temporada 2020, há um déficit técnico de posições importantes entre titulares e reservas. O gol permanecerá em boas mãos com a recuperação de Diego Alves e a grata revelação Hugo Neneca.

Mesmo com discreta melhora de Gustavo Henrique, a defesa ainda carece de zagueiros que proporcione mais segurança em campo e evite a sofrer tantos gols como aconteceu na última temporada, além de levar qualidade ao time, vai ajudar muito nos critérios de desempate das competições como o saldo de gols.

As laterais não correspondem o mesmo desempenho com seus reservas em eventuais substituições.

Gerson é talvez o titular mais absoluto do time, mas quando é desfalque ou precisa sair de campo, não há jogador que mantenha ou aproxime seu bom nível técnico, considerando que Thiago Maia ainda deve levar mais da metade da temporada pra se recuperar de lesão e quem sabe futuramente seja titular ao lado do nosso Coringa.

 

O caminho - gerson-vapo-Flamengo - Mengão -Malvadão -Redação Rubro Negra

 

Ainda no meio campo, desde a chegada de Arrascaeta, não existe um jogador reserva que o possa substituir com capacidade de criação e poder ofensivo proporcionais, ou seja, quando ele não joga , o poder de criação do time fica totalmente limitado.

De todos os setores do campo, o ataque vai muito bem. Gabriel mesmo perdendo muitos gols, é homem gol de respeito e absoluto, Bruno Henrique mesmo ainda buscando sua forma física impecável de 2019 continua assustando todos os seus marcadores, tanto caindo pelos lados como no jogo aéreo. E Pedro cai como uma luva toda vez que é requisitado ou precisa decidir.

E que regendo tudo isso, um treinador e sua comissão técnica a altura que saiba dar a liga e o desempenho máximo que esse elenco e as futuras contratações necessitem.

Veja também:

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