O abismo entre titulares e reservas

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Quando saiu a escalação do Flamengo para enfrentar o São Paulo, a Nação coçou a cabeça. Nossos laterais titulares, Rafinha e Filipe Luís, foram poupados e deram vez a Rodinei e Renê. Gérson também ganhou descanso, dando lugar a Piris da Motta.

Ficou nítida a diferença entre os nossos titulares e os suplentes. A única coisa que talvez seja igual entre Rodinei e Rafinha, seja a simpatia. Sem o nosso lateral recém chegado, perdemos talento e a experiência. Ficamos sem a chegada na linha de fundo, o passe ou o cruzamento de qualidade que pode sair para um gol num jogo que esteja enrolado. É só lembrar de Flamengo x Inter na quarta passada. O lateral, vindo da Ponte Preta é até voluntarioso, tem vontade, raça, mas… não dá. A diferença é gritante.

Foto : Alexandre Vidal

Eu, particularmente, não acho o Renê tão ruim. Mas, o que Filipe Luís faz em campo, é brincadeira. Mais completo até que o Rafinha. Defende com maestria sabendo se posicionar e sem dar bote errado. Sem dúvida, aprendeu bastante com Diego Simeone naquele Atlético de Madrid que era um primor em defesa. Atacando, Filipe também não deixa a desejar. Cai bastante pelo meio para confundir as defesas, tem passes maravilhosos que quebram linhas. A visão de jogo, a leitura de partida que esse cara tem, é algo de outro mundo.

Substituir Gérson seria uma missão complicada para qualquer um do elenco. Mas, Piris da Motta é o típico “cão de guarda”. Apenas marca bem, é duro e possui pouquíssima aptidão para atacar, sair jogando. Não consegue fazer metade do que Gérson, ou até mesmo o que Willian Arão fazem. Até o treinador Jorge Jesus percebeu a diferença, visto que os três poupados foram justamente os que entraram no decorrer da partida.

Foto: Twitter Flamengo

Reparem no nosso banco de reservas do último jogo. Tirando os jogadores que foram poupados, nossas opções de ataque para mudar o jogo são escassas. Nossas maiores esperanças são os jovens da base que talvez ainda não estejam prontos para assumir tanta responsabilidade. Ou, ainda, as contratações que não deram certo (Vitinho e Berrío). Se Diego não estivesse lesionado, seria uma ótima adição, mas não é o caso para essa reta final de temporada. Há previsões do departamento médico de que ele possa retornar em novembro.

Algo precisa ser feito para 2020, o calendário brasileiro é longo, cansativo e lesões podem acontecer. Nosso país é um mercado vendedor, ou seja, a qualquer momento clubes da China, do mundo árabe ou da Europa podem levar um ou dois titulares nossos. Em Janeiro, já podemos estar sem Gabriel Barbosa e aí teremos Lincoln para ser o nosso camisa 9.

Base!
Foto: Alexandre Vidal

Ficou nítido que temos onze titulares excelentes. Mas se perdermos um ou dois jogadores, o nível do time cai drasticamente. Talvez por culpa da antiga administração que deu contrato longo a jogadores ruins, ou pagou caro a jogadores que não valem o preço. Mas o fato é que temos que torcer para não perdemos ninguém por lesão.

Teremos mais um teste de fogo, agora, em Outubro. Perderemos Arrascaeta, Gabriel Barbosa e Rodrigo Caio por causa dos jogos das seleções nacionais. Eles ficarão de fora dos jogos contra Atlético-MG e Athlético. Os dois que foram convocados para Seleção Brasileira, talvez percam também o jogo contra o Fortaleza, pela distância do local onde será o amistoso do time da CBF (Cingapura).

Espero que a comissão técnica saiba equilibrar a carga de treinos e jogos. Que saiba descansar bem os jogadores para que ninguém fique lesionado gravemente. Estrutura para isso eles têm no Ninho do Urubu. E que Marcos Braz já esteja trabalhando nisso para o ano que vem.

Abraços

Gabriel Fareli

@gfareli no twitter e no instagram

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