Maracanã – Procura-se um novo consórcio.

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Governo oficializa o fim da concessão do Maracanã.

O que era para durar 35 anos, durou apenas 6 anos… sim, a concessão da Odebrecht com o Maracanã acabou! O governo do Rio de janeiro anunciou o fim da concessão do consórcio no dia 18/03/2019, assim reassumindo temporariamente o controle do centro esportivo. Vale lembrar que com esta decisão, os contratos que Flamengo e Fluminense tinham com o consórcio estão inválidos.

A Odebrecht assumiu o Maracanã em 2013 nos jogos da Copa das Confederações visando explorar todo o complexo e um desses, era o projeto de construir um shopping, estacionamento e outros empreendimentos rentáveis nos locais do estádio Célio de Barros e no parque aquático Júlio Delamare – acordo previsto em contrato, porém, antes de colocar em prática, Sergio Cabral (governador da época) impediu a demolição e construção dos empreendimentos devido as manifestações populares, fazendo assim com que a Odebrecht buscasse outros meios para explorar o complexo.

No ano de 2015, a mesma chegou a ter um lucro de 61 milhões, mais no ano seguinte, não teve o mesmo sucesso, pois foram obrigados a ceder o estádio para os jogos olímpicos, e com isto, fizeram pouca receita antes e após o período, fazendo reavaliar toda a operação logística, demitindo funcionários e empresas parceiras para reduzir custos, porém não conseguiram sair do prejuízo, ficando com um déficit de R$247 milhões ao longo dos anos e com uma dívida de R$ 38 milhões junto ao governo, fazendo assim, com que este último colocasse fim a concessão do consórcio. A Odebrecht tem até o dia 19 deste mês para desocupar e entregar o complexo esportivo.

Fla x Flu – O clássico já começou

Flamengo e Fluminense elogiaram a decisão do governo via notas oficiais e citaram que pretendem participar da futura concessão e amistosamente, ambos os clubes se reuniram com representantes do governo para falar sobre o assunto. Dias após, oficializaram com um protocolo o desejo de assumir, mas a princípio, Flamengo deseja assumir de forma provisória até que saia o edital para a nova concessão, já o Fluminense deseja assumir de maneira definitiva.

Outras empresas também manifestaram a intenção de gerir provisoriamente e uma delas é a Bravo Live – administradora do Allianz Parque, do Palmeiras. Por outro lado, a Ferj não será concorrente e já sinalizou que não tem intenção de gerir, mas deseja ser o elo para que as atividades ocorram. Por hora, o governo criou um comitê responsável para rever e auditar todos os custos fixos, elaborar a permissão de uso, apresentar um estudo e parecer para a manutenção das atividades do complexo do Maracanã e espera ter uma nova administração assumindo em no máximo 60 dias, mesmo que seja um consórcio de curto prazo (180 dias).

O governador Wilson Witzel disse que os clubes de futebol poderão concorrer diretamente com as demais empresas interessadas pelo novo consórcio e que eles tem a prioridade, desde que atendam a todas as solicitações do novo edital. O mesmo também disse que o governo não pode arcar com os custos do Maracanã, pois fazendo isto, deixaria de investir na saúde, educação e segurança pública.

Custos do Maracanã

O complexo esportivo do Maracanã tem um custo fixo mensal de aproximadamente R$ 3 milhões, fora os custos logístico para a realização de jogos e sendo assim, o futuro administrador do complexo terá que entender que não será fácil obter lucros de imediato e sim de médio à longo prazo. Caso o administrador seja um clube de futebol, o mesmo deixará de pagar o aluguel para realizar jogos, porém, continuará arcando com todo custo operacional – em 2018, o estádio foi o que mais realizou jogos no país (53 jogos) e teve uma média de R$ 830mil de custo operacional por jogo, e dentro deste, só o aluguel era R$400mil.

Além da bilheteria, os clubes poderão explorar a publicidade no estádio, bares, camarotes, visitação turística diária, utilizar o espaço do Célio de Barros como estacionamento provisório – hoje cabe em média 300 veículos e o valor é R$ 30 reais por vaga – (além dos outros estacionamentos fixos), Maracanãzinho para jogos de outras modalidades e eventos, espaço parque da bola para pequenos shows e cerimoniais e até mesmo, o Maracanã para shows e eventos. É importante frisar que toda essa operação deverá ter uma boa parceria com empresas de manutenção, limpeza, segurança e fornecedores de materiais de uso diversos, que todos sejam de boa qualidade e com custo reduzido, coisas que na concessão da Odebrecht não foram bem exploradas, administrada e negociadas junto aos parceiros e fornecedores – há quem diga que as empresas foram indicações e não foram feitas cotações com outras em busca de avaliar custo x qualidade.

Vale lembrar que o grande parceiro e peça fundamental para manter, sustentar e dar lucro a um consórcio é o torcedor, e sabendo que somos 42 milhões de rubro negros espalhados pelo mundo, o que acham de tudo isso? Seria uma boa para o Mengão administrar o Maracanã?

Já imaginaram a fachada do Maracanã pintada e iluminada em vermelho e preto?

Se depender da diretoria rubro negra, o grito de “O maraca é nosso, aha uhu” não vai ficar apenas nas arquibancadas! Então, vamos aguardar…

Saudações Rubro Negra

Xandy Love

Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo

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