Gabigol: um ídolo marcado na história

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Gabigol foi anunciado como jogador do Flamengo no dia 11 de Janeiro de 2019. Dúvidas surgiam de um lado, certezas do outro. Certeza, principalmente, por parte do vice-presidente de futebol, Marcos Braz, que foi o principal responsável pela vinda do atacante. A dúvida era por parte de alguns outros dirigentes e por parte do então técnico Abel Braga, que alegava que não precisava de jogador com as característica de Gabriel.

A identificação de Gabriel com a torcida rubro-negra já começou cedo. No jogo entre Flamengo x Santos, pelo Brasileirão de 2018, o atacante perdeu um pênalti no Maracanã. Após o lance, a torcida entoou os gritos de: “Ão! Ão! Ão! Gabigol é do Mengão!”. O Flamengo terminou vencendo a partida por 1 a 0, com gol de Henrique Dourado.

O começo da era Gabigol e o primeiro título

Gabriel demorou a fazer seu primeiro gol com a camisa rubro-negra, mais precisamente 6 jogos. O gol saiu na primeira partida da Taça Rio, na vitória por 4 a 1 sobre o Americano. Desde então, Gabriel mostrou o porquê de ser conhecido como “Gabigol”.

Com o passar dos jogos, Gabriel foi se mostrando cada vez mais importante para o time rubro-negro e já começava o protagonismo de uma trinca da qual a torcida rubro-negra jamais irá esquecer, formada junto com Bruno Henrique e Arrascaeta. Em Abril, Gabriel conquistara seu primeiro título com a camisa do Flamengo: o Campeonato Carioca. Terminou como vice-artilheiro da competição

Gabigol e Bruno Henrique posam com a taça de campeão carioca: O primeiro título / Foto: Alexandre Vidal

 

As primeiras cobranças 

Mesmo sendo o artilheiro do time na temporada e com números ótimos, apareceram as primeiras cobranças em campo para o atacante. O jogador começou a desperdiçar muitas chances claras de gol e soou o primeiro questionamento se ele era, realmente, o centroavante ideal para o clube.

O próprio Mister Jorge Jesus, quando chegou ao clube, disse que o atacante não era o homem de área do qual ele desejava. Para ele, Gabriel era um jogador de sair mais da área e abrir espaços. O que ajudou Gabigol a ser menos visto por perder gols foi a eficiência de outros jogadores do Flamengo como Bruno Henrique e Arrascaeta, que mantiveram o ótimo rendimento de ataque da equipe.

Recordes e artilharia 

Jogo após jogo, e Gabigol começava a balançar as redes frequentemente. Os gols começavam a ser certeza nos jogos e a torcida criou o cartaz com a frase que tomou conta do país: “Hoje tem gol do Gabigol”. No jogo contra o Fortaleza, válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, Gabigol marcara seu 19º gol no campeonato e alcançava o recorde que, até então, era de Adriano Imperador, no ano do último título brasileiro do clube, em 2009.

Surpreendentemente, o atacante atingiu números impressionantes nessa temporada. Em 54 jogos foram 40 gols marcados. 22 só no Brasileirão. Número esse que superou o de Zico, que fizera 21 gols numa edição de Campeonato Brasileiro.

Ainda que os números mostrassem que Gabigol já entraria pra história do Flamengo, parece que ainda faltava algo, e ele mesmo sabia disso. Faltava o maior sonho que há 38 anos não era conquistado: a Copa Libertadores.

A conquista da América  

A caminhada começou no jogo contra o Emelec, no Maracanã. O Flamengo vinha de uma derrota no Equador por 2 a 0 e tinha uma dura missão. Porém, apareceu Gabigol. Com menos de 20 minutos o atacante fizera os dois gols que o Flamengo precisava. O jogo foi aos pênaltis e a equipe rubro-negra se classificou.

Contra o Internacional, no Beira-Rio, Gabigol teve duas chances no primeiro tempo e desperdiçou. No segundo tempo, após contra-ataque puxado por Bruno Henrique, o artilheiro não perdoou. Enfim, empate e classificação para a semifinal após 34 anos garantida.

Então, vem a semifinal. Certamente a torcida esperava que tivesse gol do Gabigol. Com toda a certeza teve. E logo 2. Goleada histórica por 5 a 0 sobre o Grêmio, no Maraca lotado e classificação para final tão sonhada após 38 anos. Porém, ainda não parecia ser o bastante para Gabigol. Assim como em toda a temporada, Gabriel tinha a fé e a confiança de 40 milhões. Porém, agora era diferente. Era a final da Libertadores. O jogo parecia caminhar para um fim trágico. Aos 40 minutos do segundo tempo, Gabriel fez falta no campo de defesa. Logo depois, parou, respirou e falou a si mesmo: “Calma”.

Em seguida, Arrascaeta puxa o contra-ataque, toca em Bruno Henrique, que clareia, acha Arrascaeta novamente e adivinhem quem Arrascaeta achou? Sim, ele. Gabigol, aos 43 minutos do segundo tempo. Certamente esse menino tinha uma estrela. Estrela essa que, surpreendentemente, brilhou semelhantemente como a de Zico em 1981.

Após lançamento de Diego, Gabigol ganha a única bola de Pinola em todo o jogo e, em seguida, bota pra dentro o sonho de 40 milhões de devotos pelo Brasil e pelo mundo.

Gabigol se consagra como ídolo

Assim como Zico em 81, Gabigol faz os 2 gols do título da Libertadores. Inegavelmente Gabriel já escrevia sua própria história dentro do Flamengo e, consequentemente, no futebol brasileiro. Após 38 anos, a Nação Rubro-Negra novamente terá como contar como é vencer uma Libertadores assim como sobre seus novos ídolos.

Gabigol ainda não sabe se fica, ainda não sabe se continuará a escrever capítulos dessa história de amor junto ao Flamengo. Porém, acima de tudo, ficando ou não, Gabigol pode ter certeza de uma coisa: Assim como a geração de Zico, está, para sempre, marcado na história.

 

 

 

 

Está Gostando do Conteúdo ? Compartilhe

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp

Leitura Recomendada

Bem vindo a História do Redação