Gabigol: do brilhantismo ao sarcasmo

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Se for um sonho, não me acorde!

Gabigol é polêmico, todos nós já sabemos. O jogador, de 23 anos, coleciona histórias que envolvem deboches, discussões e até mesmo brigas.

Esse fator, no entanto, divide o público e até mesmo a própria torcida do Flamengo acerca das suas atitudes em campo. Prova disso, são as manchetes de hoje, ou até mesmo os questionamentos dos colegas de imprensa logo após o jogo, na zona mista. Muito se debateu sobre a real necessidade do jogador ser expulso durante a partida de ontem (17), contra o Grêmio, na Arena do Grêmio.

Da graça a moralidade 

O jogo concretizou de forma indireta o que muitas pessoas pensam sobre o jogador. Gabigol foi expulso por bater palmas para o juiz após um cartão amarelo. Além disso, em seu caminho ao vestiário, contou cinco nos dedos das mãos a fim de provocar os gremistas sobre o resultado na semifinal da Libertadores.

Diante dos fatos, sabemos o tipo de temperamento intrínseco de Gabigol. Porém, para as opiniões que discordam sobre as atitudes do atleta, o duelo contra o Grenal foi um exemplo de uma decisão desnecessária por parte do camisa 9 rubro-negro.

A conduta do atacante em meio aos jogos coloca em prática a visão moralista de diversas opiniões. Muitos dizem que seu “gênio forte” prejudica o time, e, além disso, prejudicará o próprio jogador em sua carreira.

Além disso, o número de cartões levados pelo atleta durante a temporada também validam, de forma expressiva, as teorias acerca da moral do atacante. Com a expulsão de ontem, além de sua merecida artilharia no Campeonato Brasileiro, o jogador lidera a lista de atletas com mais cartões recebidos na competição.

Já são 11 cartões amarelos e um cartão vermelho. Além disso, o artilheiro divide o posto ao lado de Allan, do Fluminense; Wellington (Athletico); Felipe (Fortaleza) e Soteldo (Santos).

O que falta ao camisa 9?

Com isso, falta maturidade? Esse é o grande questionamento de muitas pessoas a respeito de sua conduta para a atuação no esporte. Uma delas é do próprio Jorge Jesus, o técnico revelou que este ainda é um ponto no qual ele luta a fim de transformar Gabriel em um excelente jogador.

“Claro que me preocupa muito. Ainda não consegui fazer dele emocionalmente um grande jogador, como é tecnicamente e taticamente. É um jogador emocional com muitos problemas. Ainda não consegui pôr o equilíbrio. Mas é jovem, tem tempo para poder mudar. Todos os grandes jogadores do mundo não têm essas posturas e situações que o Gabigol tem”, opinou o Mister.

De todos os grandes jogadores, Jorge Jesus incluiu dentre eles Messi e Cristiano Ronaldo, dois atletas os quais levam em suas carreiras recordes e bolas de ouro.

Sim, nada é perfeito e o próprio jogador não discordou do técnico. Em entrevista, Gabigol disse que concorda com o Mister. “Eu acho que o Mister tem razão no que ele fala, até porque a gente conversa muito e tenho ele como pai. E obviamente que é muito triste você tomar uma dura de um pai seu”, disse o artilheiro.

Portanto, o primeiro passo ja foi dado. Gabriel afirmou que precisa melhorar, pois é um fator pequeno que depende somente dele para efetivar uma mudança em seu comportamento.

O requinte do futebol

Além de muitas opiniões contrárias, existem aquelas que consideram o temperamento do jogador uma brincadeira que faz parte do futebol. Esses questionamentos, involuntariamente, nos remetem a Romário, Edmundo e até o próprio Felipe Melo, jogador atuante do futebol brasileiro pela equipe do Palmeiras.

É fácil lembrar das polêmicas as quais cercam esses jogadores. Romário, por exemplo, não guardava palavras para expressar suas emoções. Após ser criticado por Walter Casagrande, o baixinho não economizou verbos e em entrevista na época, disse o que acreditava ser verdade.

“O Casagrande nunca foi campeão de p… nenhuma. Quem é o Casagrande para falar de mim? Falar um monte de merda na televisão como se conhecesse alguma coisa de futebol. Sabe nada”, afirmou o ex-jogador em entrevista.

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O baixinho era desafiador no campo e também ao usar as palavras fora dos gramados. Foto: Ricardo Beliel/Acervo Flamengo

Portanto, e se fosse Romário no cenário atual apresentando as mesmas atitudes daquele período? E se fosse Romário, o jogador com o mesmo temperamento do artilheiro Gabigol? Como seria?

Alguns alegam que tudo abrange a graça do futebol. Além disso, opinam que esporte em si, precisa desse requinte, da rivalidade, da provocação e do deboche.

Para tudo, existe uma solução 

De convicções em convicções, todas elas comprovam que o jogador é um divisor de águas acerca de seu temperamento em campo. É claro que grandes jogadores se reservam e descartam qualquer possibilidade de polêmica, outros ainda, preferem expressar essas atitudes em ações, ou até mesmo com a bola durante os confrontos.

Porém, precisamos definir e saber discernir o que é temperamento, do que é provação futebolística. Sim, é inevitável que Gabriel, como profissional precisa melhorar a forma como leva suas atitudes durante a partida. Até porque em um carreira de sucesso, ninguém cresce usando palavras e gestos para gerar indignação alheia. Mas, além desses fatores, precisamos reconhecer que o jogador tem seu próprio estilo e seu jeito, assim como tinham Romário e Edmundo. Com isso, para se ter cuidado e zelo pela profissão, esse é exatamente o ponto emocional que o artilheiro precisará trabalhar e ponderar para seu futuro no futebol.

Para Gabigol, assim como disse Jorge Jesus, há tempo de mudança. Além disso, o camisa 9, de apenas 23 anos, é um excelente jogador, e com medidas de cautela e maturidade, com o tempo, se tornará um exemplo para as futuras gerações.

Por Fernanda Fernandes

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