Dias de luta, dias de glória: Centroavantes da história do Flamengo

Dias de luta, dias de glória: Centroavantes
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A história rubro-negra conta com grandes ídolos. Hoje, o Redação vem falar sobre os 3 principais centroavantes do clube. Porém, como todos os dias de glória, antes deles vem os dias de luta. Portanto, também lembraremos aqui sobre os piores centroavantes que vestiram o Manto Rubro-Negro.

Os dias de luta

Dimba (2004 – 2005):  De promessa à decepção

Dias de luta: Dimba decepcionou com a camisa rubro-negra
Dimba decepcionou com a camisa rubro-negra. Foto: Divulgação

 

Em 2004, Dimba chegava ao Flamengo. Após artilharia isolada do Campeonato (31 gols) no ano anterior, jogando pelo Goiás, Dimba chegava com alta expectativa no rubro-negro carioca. Na época, o Flamengo vivia um ano conturbado financeiramente. A contratação de Dimba gerou, inclusive, protesto do então goleiro Júlio César, que disse que “tem dinheiro para contratar Dimba, devia ter para pagar os jogadores”.

Ainda que a situação financeira fosse ruim, o Fla apostou e contratou o artilheiro do Brasileirão de 2003.  No entanto, o que era pra trazer gols, acabou que trouxe ainda mais cobranças e decepções. Dimba disputou apenas 37 jogos com a camisa rubro-negra e só marcou apenas 14 gols. Dessa forma, Dimba foi embora do Flamengo no ano seguinte (2005) e ficou marcado negativamente na história rubro-negra.

Val Baiano (2010 – 2011)

Dias de luta: Val Baiano foi outra grande decepção no ataque rubro-negro. Foto: Maurício Vil/ VIPCOMM
Dias de luta: Val Baiano foi outra grande decepção no ataque rubro-negro. Foto: Maurício Vil/ VIPCOMM

 

Na continuação da série “Dias de luta, dias de glória”, o personagem, agora é Val Baiano. Trazido por Zico no ano de 2010, Val Baiano tinha a indigesta tarefa de substituir Adriano Imperador. Embora não estivesse criado grande expectativa, a torcida rubro-negra, que já tivera xodós improváveis como Obina, mantivera um quesito de fé em Val Baiano, afinal, foi aposta de ninguém menos que Zico.

No entanto, os dias de luta com Val Baiano começaram cedo. Seus 10 primeiros jogos foram sem gols e com grande cobrança da torcida. Val não tinha arranque, não sabia se posicionar, sem fôlego e, de quebra, acima do peso. Apesar de se assumir rubro-negro de infância, a torcida não perdoava o centroavante nas críticas. Val marcou apenas 3 gols em 18 jogos com a camisa rubro-negra. Saiu no ano seguinte e afirmou que queria ter feito mais pelo seu clube do coração.

Deivid (2010-2012)

Dias de luta: Deivid foi grande decepção no Flamengo
Dias de luta: Deivid foi uma grande decepção no ataque rubro-negro. Foto: Divulgação

 

Os dias de luta do ataque rubro-negro teve um outro centroavante que tivera grande expectativa da torcida. Esse personagem é Deivid. Após grande passagem por Cruzeiro, Santos e Corinthians, Deivid chegou ao Flamengo em Setembro de 2010 junto com Diogo, que vinha para formar a dupla de ataque com ele. Treinado por Luxemburgo, técnico que teve o maior sucesso de sua carreira, Deivid parecia ser, enfim, o caminho rubro-negro para os gols após a saída de Adriano.

Os jogos iam passando e os dias de luta começavam para Deivid. Apesar de ser o titular absoluto do time na ocasião, Deivid amargava má fase junto com o time. Ao formar dupla de ataque com Val Baiano, os dois chegaram a ganhar o apelido nada carinhoso da torcida rubro-negra de “dupla de cones”. Após chegada de Luxemburgo, Deivid fizera seu primeiro gol com a camisa rubro-negra, porém, terminou com apenas 4 gols em 18 jogos.

Suspiros de esperança

Em 2011, parecia que os dias deixariam de ser de luta e passariam a ser de glórias. Foi campeão carioca de forma invicta ao lado de Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves e, também, era o artilheiro do time ao lado dos dois no campeonato brasileiro, onde o Fla tivera quase o primeiro turno inteiro de invencibilidade. No entanto, seu futebol caiu. Terminou a temporada de 2011, que fora sua melhor com a camisa rubro-negra, com 21 gols em 53 jogos.

Sua situação no Flamengo ficou ainda mais difícil depois que Patrícia Amorim, a presidente do Flamengo, fez proposta ao CSKA Moscou para repatriar Vágner Love, atacante idolatrado pela torcida rubro-negra.

Deivid teve muitos momentos negativos em que a torcida rubro-negra pode listar. Porém, o mais marcante no ano de 2012. Em clássico logo contra o Vasco pela semifinal da Taça Guanabara, Deivid protagonizou o que muitos rubro-negros chamam de “o maior gol perdido da história do Flamengo”. Sem goleiro, praticamente dentro do gol, Deivid acertou a trave e isso ficou marcado até o fim de sua passagem pelo clube, em Agosto do mesmo ano.

Deivid deixou o Flamengo com 31 gols em 97 jogos e sem deixar saudades.

Após os dias de luta, vem-se os dias de glória

Adriano, o Imperador: Da Vila Cruzeiro pro coração da Nação (2009-2010)

Dias de glória: Adriano Imperador está marcado na história rubro-negra
Dias de glória: Adriano Imperador está marcado na história rubro-negra. Foto: REPRODUÇÃO

 

Adriano Leite Ribeiro, um menino de 18 anos que começava sua carreira no ano de 2000. O início não foi dos melhores. Adriano impressionava pela força física, mas tecnicamente era um jogador limitado. A torcida rubro-negra, inclusive, fez uma música para incentivar a venda no atacante na época: “Êh! Êh! Êh! Bota pra vender!”. Então, no ano seguinte, em 2001, o Flamengo vendeu Adriano para a Internazionale de Milão, onde se consagrou como Imperador.

Após passagem vitoriosa e idolatria na Itália, chegava a hora da volta do Imperador. O ano era 2009, a indefinição pairava sobre Adriano, torcedores do Flamengo e torcedores da Inter de Milão, clube do qual Adriano tinha contrato. Passadas três semanas de indefinição, a Inter informou em seu site a rescisão de contrato amigável com o centroavante brasileiro.

O retorno histórico do Imperador

Enfim, em 6 de Maio de 2009, Adriano retornou ao Flamengo e fez sua estreia contra o Athlético-PR em 31 de Maio. Adriano levou mais de 60 mil rubro-negros ao Maracanã e fez o gol da vitória por 2 a 1, levando a torcida ao delírio total.

Adriano chegava para acabar com os dias de luta do ataque rubro-negro que, depois de Obina, carecia de um artilheiro nato. Posteriormente, Adriano, junto com Petkovic foi o grande destaque do Campeonato Brasileiro de 2009, dando o sexto título brasileiro da história rubro-negra. Adriano foi artilheiro (19 gols) e grande protagonista do título de 2009 deixando, de vez, seu nome marcado na história rubro-negra.

Em 2010, formou uma ótima dupla com Vágner Love chamada de “Império do Amor”, porém, problemas extra-campo não deixaram que o sucesso da dupla durasse muito. Adriano deixou o Flamengo em meados do mesmo ano. Sua última passagem contou 48 jogos e 34 gols.

Nunes – O artilheiro das decisões (1980-1986)

Dias de luta, dias de glória: Nunes, o maior atacante da história do Flamengo.
Dias de luta, dias de glória: Nunes, o maior atacante da história do Flamengo. Foto: Reprodução

 

João Batista Nunes de Oliveira, famosamente conhecido como Nunes. Certamente, o maior centroavante da história do Flamengo. Nunes chegou ao Flamengo em 1980 e, nesse mesmo ano, já se tornou protagonista. Na decisão do campeonato contra o Atlético-MG, Nunes fez o lindo gol da vitória, dando ao Flamengo o primeiro título brasileiro de sua história.

1980 foi o início da era mais vitoriosa da história do Flamengo e Nunes é um personagem marcante. Apesar de não ter a mesma técnica e habilidade de seus companheiros, Nunes se destacava pela luta, pela raça, força de vontade e oportunismo, o que fez dele um ídolo imortal da história rubro-negra. Em 1981, Nunes marcou 2 gols na final do Mundial de Clubes da FIFA, na vitória por 3 a 0 sobre o Liverpool. Posteriormente, ganhou o apelido de “Artilheiro das Decisões”, pois já havia marcado na final do Brasileiro de 80.

Logo depois, em 1982, Nunes fez o gol da vitória e do título brasileiro sobre o Grêmio, no antigo Estádio Olímpico. Como resultado, o Flamengo conquistava seu segundo título brasileiro da história. Posteriormente, Nunes também conquistou o Brasileiro de 83, sobre o Santos. Nunes deixou o Flamengo com 263 jogos e 113 gols. Conquistou Carioca, Tri-campeão Brasileiro, Campeão da Libertadores e Campeão Mundial. Além disso, conquistou, principalmente, o coração da imensa Nação Rubro-Negra.

Gabigol: O maior centroavante do século XXI

Gabigol, o maior atacante do Flamengo no século XXI
Dias de luta, dias de glória: Gabigol, o maior atacante do Flamengo no século XXI. Foto: Fernando Vergara/Associated Press/Estadão Conteúdo

 

Gabriel Barbosa Almeida, 23 anos, um menino. Muitos podem enxergar Gabriel dessa maneira. Certamente, ele é um menino. Porém, não apenas um menino. Não para a torcida do Flamengo. Gabriel, ou melhor, o Gabigol, deixou de ser apenas um menino e virou uma entidade, e precisou apenas de uma temporada para assumir o posto de “maior ídolo pós Zico”, como muitos já discutem.

Gabigol chegou ao Flamengo em Janeiro de 2019, vindo de empréstimo junto à Inter de Milão. Já flertava com a torcida rubro-negra desde o campeonato do ano anterior (2018), quando perdeu um pênalti contra o Flamengo, vestindo a camisa do Santos e a torcida rubro-negra entoou: “Ão! Ão! Ão! Gabigol é do Mengão!”.

Desde já, Gabigol estava no coração dos rubro-negros. Faltava apenas concretizar esse carinho com as atuações em campo. E elas vieram. O atacante fez seu primeiro gol com a camisa rubro-negra na goleada por 4 a 1 sobre o Americano, pela Taça Rio. Posteriormente, desencantou de vez. Pouco a pouco ia assumindo o protagonismo ao lado de Bruno Henrique no ataque rubro-negro.

Títulos e idolatria

Em Abril, Gabigol conquistou seu primeiro título com a camisa rubro-negra: o Campeonato Carioca. Terminou como vice-artilheiro da competição. Gabigol se tornou a principal figura no ataque rubro-negra, principalmente após a chegada de Jorge Jesus. Ainda que no início do comando de Jorge Jesus Gabigol tenha sido contestado por não ter “características de área” como queria o Mister, o atacante logo tratou de mostrar que ele era tudo isso em um só.

Na medida em que os jogos complicavam, Gabigol mostrava para o que veio. 2 gols na classificação heróica contra o Emelec, pelas oitavas de final da Libertadores já o colocavam como artilheiro do time na principal competição do clube no ano. Não parou por aí. Igualmente, no Brasileirão, Gabigol se tornava cada vez mais artilheiro e imparável.

Posteriormente, ultrapassou Adriano e Zico na galeria dos maiores artilheiros do clube em Campeonatos Brasileiros (19 e 21 gols, respectivamente) e caminhava a passos largos para escrever sua própria história dentro do clube. Na Libertadores, em menos de 5 minutos, deu ao torcedor rubro-negro a glória eterna ao marcar os dois gols do título do Bicampeonato da América. Terminou a Libertadores como o Rei da América.

Assim também, foi Campeão Brasileiro e artilheiro do Campeonato. Inclusive, o maior artilheiro da era dos pontos corridos com 20 clubes (25 gols). Em 1 ano de Flamengo soma 5 títulos e parece que não vai parar por aí. Gabriel, hoje, é o segundo maior artilheiro do Flamengo no século com 54 gols, atrás apenas de Renato Abreu (73 gols), porém, parece que esse recorde é outro que Gabigol vai bater com muita facilidade e muitas plaquinhas de “Hoje tem Gol do Gabigol” serão levantadas ainda mais.

 

 

 

 

 

 

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