De chuchu sem sal à carne nobre

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Um chuchu. Não o chuchu dos elogios de conotação sexual inexplicável de gírias antigas, mas o chuchu mesmo. Nosso Flamengo nem jogou assim tão mal no primeiro tempo. Mas é aquilo… Não se fez gol, e aparentemente ninguém se importou muito com isso. Como se fosse o normal e o esperado. Foi sem sal, sem tempero, cozido no vapor esse chuchu da primeira etapa.

Nosso Flamengo tava até adequado ao calendário pré-pandêmico. Hora da safra de chuchu mesmo. Cê tá ligado, né? Nesse momento, não fosse o Tartar de Morcego com Frutas Silvestres consumido em uma província chinesa, estaríamos vivendo as emoções de uma segunda ou terceira rodada de Taça Guanabara. Talvez contra o Macaé, ou o Voltaço, ou um outro chuchu desses que compõem o cardápio pra lá de insosso do Carioqueta.

Perdemos alguns poucos gols lá na frente, mas não decepcionamos atrás e tomamos aquele unzinho de lei. O Grêmio não pressionou muito também, e se não me engano foi a primeira bola aérea do Diego Souza contra o Gustavo Henrique… E estopa.

Sem alterações na volta do vestiário. E a se considerar o tipo de alterações que o Ceni tem feito, essa foi até uma boa notícia.

Logo aos 12 o Everton Ribeiro, que tá meio por aqui e meio de malas prontas pra ganhar outras tantas malas de dinheiro no mundo árabe devolveu a igualdade ao placar. Hmmmm… Talvez então o chuchu servido fosse só um antepasto, um pequeno couvert de entrada. Será?

Pode levantar a plaquinha que o churrasco começou, tchê. Pode levantar a plaquinha que tem Gol do Gabigol. Um golaço pra devolver o Flamengo para a rota do Octa.

E teve mais Flamengo. Logo o Arrascaeta perdeu mais um, e o Everton Ribeiro outro. Um dos dois lances poderia ter sido logo o terceiro e traria certa tranquilidade, justo no momento em que o Renato Gaúcho mexeu logo três de uma vez, ao notar que o Flamengo na vibe do chuchu insosso tinha mesmo sido só um dos nossos jogos de jogar um tempo só.

Não adiantou muito. Renato mal tinha mexido no time do Grêmio e… Estopa. Arrascaeta sacudiu as redes pela terceira vez. Lance de rapidez e objetividade. Três gols em nove minutos. Aquele histórico torcedor gordinho do Inter do vídeo viral de 2009 deve ter coçado a cabeça um tanto quanto preocupado.

Pergunta-se: EXISTE A PORRA DA MALDITA NECESSIDADE DE JOGAR NO MODO CHUCHU POR INTERMINÁVEIS 45 MINUTOS??? Por que isso? É um aspecto importante e que precisa ser consertado pra ontem. Não só pensando nessa reta final, como na temporada 21, que já emenda logo ali na frente e sem descanso.

E essa foi a história dos nossos dois Flamengos jogando contra o Grêmio. Dois tempos, duas atuações distintas e, felizmente, mais três pontos na conta e diferença pro líder caindo pra quatro.

Pra humilhar de vez o Ceni meteu até o Vitinho no jogo. Mó esculacho com o Renato. Apesar de que já tá virando hábito saporra, né? Colocou também ao apagar das luzes o Pedro. Segundo norma do estatuto do clube, como todos sabemos, Gabigol teve que sair. Parece que é um Fair Play para evitar o excesso de qualidade na área adversária.

Ainda deu tempo do Diego Souza diminuir e fazer um negócio lá que eu nem sei o que é. Faz tempo que não vejo. Dei uma Googleada aqui e parece que o nome desse lance é algo chamado “gol de falta”, ou algo do tipo. Treco estranho. Lá no Google diz também que teve um tal de Zico por aqui que era muito bom nisso.

Mas de nada adiantou o esboço de reação. Era dia de churrascar o Grêmio mais uma vez e Isla deu números finais ao confronto com BOA JOGADA DO VITINHO. Confere, produção? Começou com chuchu no vapor, terminou com carne nobre.

Sei não heeeeeiiiiinnnn… O Bragantino, próximo adversário do Inter, além de estar fazendo um ótimo segundo turno (quatro vitórias nos últimos cinco jogos), tem o Barbieri no comando, doido pra dar essa força pro Nosso Flamengo. Pra completar o nosso compromisso é só na segunda-feira, e contra o Campeão da Série B de 87. Segue a luta pelo Octa.

Vencer, Vencer, Vencer.

Isso aqui é Muito Flamengo.

 

NOTA DA GERÊNCIA DO BOTTECO DO FLAMENGO: Sei lá em que momento entramos na pilha de mandar o Poszão o mais próximo possível do término dos jogos. Caiu a qualidade dos pratos servidos sem necessidade. A partir do jogo de segunda, o pós pinta em algum momento nas 12 horas seguintes ao fim da peleja. Informação tem aos montes aqui no Redação. Mais vale aguardar as repercussões e mandar um bate papo aconchegante mais completo. Papo de BoTTeco.

mercioquerido@gmail.com
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Twitter: @sorinmercio

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