Aqui é trabalho, meu filho (ou deveria ser)!

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Deveria ser trabalho…

O ex-técnico Muricy Ramalho disse, certa vez, uma frase que ficou marcada no meio do futebol: “Aqui é trabalho, meu filho”. O contexto a qual o treinador se referia, era a fama que ele tinha de ser um líder que não permitia brincadeiras e nada que não fosse 100% de dedicação nas suas sessões de treinamento. Não só por isso, a fama de treinador pra lá de conservador – e para muitos, ranzinza, que o diga à imprensa – o perseguiu até o fim da carreira. Mas, ele tinha lá suas razões.

Foto: Alexandre Vida/ Site oficial do Flamengo

 

Usarei a frase dita pelo ex-treinador do Flamengo para justificar o porquê eu fui contrário a todo o estardalhaço que foi feito no jogo treino do Flamengo contra o Madureira, no sábado passado (29). Para começar, na humilde opinião deste que vos escreve, treino (ou jogo-treino) tem que ser fechado, restrito apenas a jogadores e comissão técnica. No máximo, com filmagens da televisão do clube, e olhe lá!

Longe de mim querer ser o dono da verdade, mas, particularmente, não gosto dessa exposição em treinos. Ainda tenho lembranças ruins dos tempos de treinos do time profissional na Gávea, quase sempre cheia de curiosos, corneteiros e sócios que mais atrapalhavam do que ajudavam.

O histórico na Gávea não ajuda…

Em épocas de crise (que dos anos 90 pra cá não foram poucas), frequentemente, havia sempre um torcedor malicioso que cornetava a cada lance errado, querendo cobrar dos jogadores, o que tem que ser cobrado NO JOGO. Treino é o lugar onde o atacante pode errar, chutar a bola na arquibancada, perder o gol só ele e a trave, onde o treinador pode fazer todas as mudanças táticas possíveis.  Se quiser botar o time até no 7-2-1! Mas, ali, é o ambiente de trabalho, de aperfeiçoamento, de buscar a melhoria pro dia que tiver jogo. Tudo o que é feito no ambiente de treinos, é visando o melhor entrosamento pro time, procurando a melhor forma de jogo na visão do professor, do ‘Mister’, como gosta de ser chamado Jorge Jesus.

Foto : Alexandre Vidal/Site oficial do Flamengo

 

O que mais corrobora a minha opinião é justamente o fator Jesus. Um treinador novo, vindo da Europa, com uma mentalidade diferente, se adaptando a um novo país, a um elenco que ele não conhece a fundo. Seria mais agradável, no seu primeiro trabalho contra um adversário, mesmo que seja o Madureira, ser algo mais privado. Já virou meme o vídeo em que ele cobra William Arão gritando “Tá mal Arão, Tá mal Arão”.

Segundo o Globo Esporte, em um certo momento do treino, Gabriel preferiu passar a bola para o Bruno Henrique chutar para o gol. Logo, um torcedor mandou um “Não é Gabigol?” Então chuta pro gol porra”. Isso não é para acontecer, não em um treinamento, e, obviamente, o nosso camisa 9 também não gostou.

Não alimentem o sensacionalismo

Até entendo a preocupação com a internacionalização da marca, mas tudo tem limite e há formas melhores de esta estratégia ocorrer. Não sou contra uma vez ou outra, principalmente em véspera de jogos, onde geralmente os trabalhos são mais leves, fazer os treinos na Gávea, mas que seja um rachão ou um treino apenas físico.

Os efeitos de uma derrota, ou uma vitória jogando mal no sábado, seriam prato cheio para uma imprensa que claramente já está incomodada há tempos com o poderio financeiro do Flamengo. Tudo o que eles querem é um vexame do Flamengo para fortalecerem ainda mais as críticas em cima dos dirigentes que escolheram Jorge Jesus, pasmem, o que já vem ocorrendo antes mesmo dos jogos oficiais iniciarem.

E vocês, o que acham? Estou exagerando demais ou concordam comigo? Deem suas opiniões e vamos debater.

Gabriel Fareli (@gfareli)

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