A Seleção do Flamengo dos anos 70 – A transformação em um gigante mundial

Flamengo anos 70
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E chegamos aos anos 70 do Flamengo. Não se engane rubro-negro, era duro, foi difícil, houve transição. E certos momentos foram decisivos para nossa história. Como a morte de Geraldo assoviador, a quase dispensa de Zico, porque Zagallo o colocou no banco entre outras histórias que beiram a insanidade como a de vender o time vice-campeão de 77 porque não tinha alma de campeão.

Tudo isto aconteceu em uma década que começou com o seguinte time que jogava o Roberto Gomes Pedrosa, o Brasileirão da época:

Ubirajara Alcântara – Goleiro

Murilo, Washington, Reyes, Zanata e Paulo Henrique; 

Doval, Liminha, Nei, Fio e Caldeira. 

Alguns detalhes: em 1970, Brito (campeão do mundo) foi comprado e nunca jogou porque o técnico Yustrich implicou com o tricampeão.  Em 70 um garoto chamado Mário Sérgio estreou com a camisa do Flamengo.  Em 71 um garoto loirinho começou a jogar: Zico. Acho incrível a semelhança entre ele e Messi. Tirando o fato do argentino ser canhoto e se machucar muito menos, muito por causa da evolução do jogo. já imaginaram se Zico e Mário Sérgio tivessem permanecido juntos? 

Mas vamos lá, é uma década. E escolher os melhores nela é difícil, porque o Flamengo literalmente se divide no meio dela, o flamengo se transforma em um gigante. Mas é importante selecionar o que aconteceu de melhor.

A Seleção dos anos 70

Cantarelli fez história no Flamengo dos anos 70.

Cantarelli

 Eu não gostava dele, achava um goleiro nervoso (meu tio falava muito isso, porque sempre que o Flamengo estava com a bola, atacando ele era visto quase na intermediária) , baixo, mas nesta década foi sem dúvida o que mais se destacou. Nos salvou inúmeras vezes. Inclusive contra o Vasco.

Toninho Baiano, forte, técnico e cheio de mandinga como dizia o garotinho.

Toninho Baiano 

Antes de Leandro, houve Toninho. Raçudo, cheio de mandinga, lembro até hoje da narração do Garotinho falando isto. Toninho era um lateral forte, rápido, bom para a época. Mas depois veio Leandro que mudou a história da lateral direita no Brasil. 

Rondinelli. Um Homão da porra. Nosso Wolverine dos anos 70.

Rondinelli

Está aqui pelo gol de 78, pelo gol que confirmou a geração de ouro, pelo gol que transformou o Flamengo e liquidou o jejum de vitórias sobre o Vasco. E principalmente, foi um gol em cima do Abelão, foi lindo né Abel? 

Reyes – O paraguaio que parou Pelé no Maracanã. Quer mais?

Reyes

O paraguaio chegou com fama ao Flamengo no começo dos anos 70. Era cabeça de área e foi deslocado para a quarta-zaga. Se transformou e virou ídolo. Parando até Pelé. Merece estar aqui. 

Júnior – O Flamengo dos anos 70 era pródigo em penteados da moda. E o Black do Maestro era muito style.

Júnior

 Capacete tomou o lugar de Vanderlei (sim ele mesmo o pofexô) sem ser canhoto. Junior treinou para jogar na lateral esquerda porque na base estava vindo um jovem garoto chamado Leandro. Junior sempre foi inteligente. 

Geraldo – Craque em estado puro dos anos 70. Assoviava o tanto quanto jogava. Era admirado por Zico.

Geraldo Assoviador

Era amigo e o grande companheiro de Zico no meio-campo. Morreu de choque anafilático em uma operação de retirada das amígdalas. Não tive o prazer de ver jogar, mas o respeito do galinho, vale a posição.

Carpeggiani – Técnica e equilíbrio a favor do time dos anos 70.

Carpeggiani

Antes de ser técnico ele era meio-campo e foi campeão em 80. Paulo César mudou o meio do Flamengo, trazendo segurança e o número 6 que usava no Internacional. Por isso, Júnior, passou a usar a camisa 5 na lateral esquerda. 

Zico – O começo de tudo. De menino pequeno à craque maior do Mengão. A década de 70 preparou nosso Messi para os anos seguintes.

Zico

Por motivos de Zico. O Messi dos anos 70 e 80. 

Fio

Foi um gol de anjo, um verdadeiro gol de placa, que a magnética assim cantava: Fio Maravilha, nós gostamos de você. Sem Fio, Jorge Ben não teria sido inspirado a fazer uma das melhores músicas de sua carreira. Sem Fio o 

Doval – O 4G do Mengão nos anos 70: gringo, galanteador, goleador e gato. A magnética e a mulherada adoravam Doval.

Doval 

Argentino goleador, raçudo, monstro, me arrisco a dizer que se fosse mais novo, seria sim o centro-avante do time de 81, pena, certas coisas ficam marcadas por não acontecer. Mas aqui ele entra facilmente. E seria um sonho ver este time em campo 

Monsieur Paulo César Lima – O caju. Craque de bola, hoje craque com as palavras. Deveria ter ficado mais tempo.

Paulo César Caju

Sou apaixonado pela pessoa de Paulo César. Negro, estiloso, craque de bola. Veio ao Flamengo e marcou época. Jogou muito e sua personalidade ajudou a lutar contra o racismo desde então. Foi para a França jogar no Olympique de Marsella. Recebeu uma condecoração da república francesa: a medalha de cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra, distinção instituída por Napoleão Bonaparte em 1802. 

Em seguida virão os anos 80 e com eles o olimpo Rubro-Negro. Não percam. 

Vejam também: A Seleção do Flamengo dos anos 60

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