A minha noite de Libertadores

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A Copa Libertadores da América, sempre foi minha competição favorita de assistir. O clima “raiz”, a catimba,  as torcidas eletrizantes, os campos de procedência duvidosa que temos pela América da Sul. Tudo isso, sempre me fez ter fascínio pela competição. Mas desde que acompanho futebol,o Flamengo nunca fez uma campanha digna no meu torneio predileto.

Eu sempre sonhei em ver o Flamengo campeão da Libertadores, mas a primeira vez que vi o clube disputar foi em 2002, uma eliminação vergonha na fase de grupos. Eu já tinha nove anos de idade e nunca tinha sequer visto o meu clube em uma Liberta. O máximo que eu podia sonhar aquela época, era em ganhar o Carioca. Enquanto isso, víamos diversos clubes brasileiros chegando longe, tendo boas campanhas e vencendo a Copa.

Foto: Alexandre Vidal

Após isso, vieram mais sete participações. Muitas vergonhas, outras derrotas por ter um time tecnicamente inferior, mas faltava uma campanha digna, de time grande. Faltava uma noite de Libertadores. A minha noite de Libertadores. Sim, sempre foi meu sonho, e eu precisava viver isso antes de morrer.

Até que chegou a semifinal contra o Grêmio em 2019. Logo o Grêmio. O tricolor gaúcho foi quem causou minha primeira decepção como torcedor, eu tinha apenas quatro anos em 1997 e lembro de ter saído chorando do Maracanã após o Flamengo perder a Copa do Brasil. Guardo até hoje as lembranças daquele jogo como uma mágoa. E valeu a pena esperar 22 anos pela vingança.

Foto: Alexandre Vidal

O Flamengo me pagou aquela noite de 20 de maio de 1997 com juros e correção monetária. Me vingou aquela noite de choro, e me deu a noite de Libertadores que eu sempre sonhei. Não importa o que aconteça na final, nada irá apagar ou me fazer esquecer o que eu vivi no dia 23 de outubro de 2019. Foi um baile, um passeio, um atropelo.

Fizemos o melhor e maior time do Brasil nos últimos três anos, pedir para “irmos devagar”, para tirarmos o pé do acelerador com medo de tomar sete, oito, nove. A torcida como sempre deu um show com mosaico, balões, rolos de papel. Mais de 69 mil pessoas estiveram presentes nesse espetáculo que foi Flamengo 5×0 Grêmio.

Foto: Alexandre Vidal

Depois de 38 anos, o Flamengo está de volta a final da Copa Libertadores da América. Para mim, a ficha ainda não caiu. Ainda estou sonhando acordado, ainda estou tentando entender a magnitude de tudo o que estou vivendo. Daqui a alguns anos, contarei para os meus filhos e netos que eu vi aquele time com Gabigol, Arrascaeta, Bruno Henrique e Éverton Ribeiro ao vivo. Que eu estava no Maracanã na histórica vitória por 5×0 sobre o Grêmio.

Com 26 anos de idade, tive a minha noite de Libertadores. O dia que eu sempre sonhei como torcedor. E falta mais um sonho: o título da América. Já que chegamos na final, não custa nada pedir o troféu, né?

SRN

Gabriel Fareli (@gfareli no Twitter e no Instagram)

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